segunda-feira, junho 10, 2013

Uma comédia para chorar

Uma comédia que faz chorar. E você vai querer ver novamente. 

 


Camille outra vez  vale a pena? Pode apostar que sim. Pegue qualquer outra comédia americana e simplesmente ficará no chinelo. Quanto as brasileiras, nem preciso dizer... 
Camille é uma poesia na tela. Não só ela, mas somos nós tendo uma segunda chance. Ao viver sua adolescência novamente, porém se vendo como uma mulher de 40 anos, nossa protagonista enfrenta seus fantasmas e cresce a olhos vistos na tela. Crescemos com o personagem, também. 
E assim a vemos, enfrentando a morte de sua mãe pela segunda vez. Recebendo amor do (futuro) marido de maneira diferente. Tudo muda. Finalmente a paz vem. 
Pode assistir sem medo. Cafeína recomenda. 

Ana







quarta-feira, dezembro 19, 2012

Por que sou Ateu?




Por JAIME GRALHEIRO

Essa é uma boa pergunta para uma resposta complexa. É que ninguém se torna ateu de um momento para o outro, por obra e graça de um “milagre” do Mafarrico.
Só há dois caminhos para se chegar ao ateísmo: ou se é educado, desde criança, num clima de agnosticismo religioso ou da pura ausência da ideia de Deus (o que será muito difícil num mundo onde a larga maioria se diz crente), ou se atinge o ateísmo através de um longo processo de confronto e negação. Foi esse o meu caso.
Como quase todas as crianças portuguesas nascidas na primeira metade do século XX no Portugal rural de então (o das “aparições” de Fátima) eu fui educado por meus pais dentro da máxima popular religiosa “graças a Deus muitas; graças com Deus poucas”. De qualquer maneira nunca fui à catequese da Igreja. Na minha aldeia (de Macieira) não havia igreja nem escola. Por isso, meus pais, mediante a paga de um alqueire de milho e de pouco mais, entregaram o cultivo da minha ignorância religiosa ao cuidado de um homenzito (meio anão), conhecido pelo Pedro, que não sei onde se tinha especializado nas questões do “creio em deus padre todo-poderoso…”, nos atos de contrição e de atrição, na salve-rainha e nos mandamentos (de Deus e da Igreja) e em todos os outros atos de fé, que o “padre-nosso” e “ave-maria” eram coisas corriqueiras que a gente ia aprendendo em casa com a reza do terço e as “ações de graças”.
Quando saí lá da serra e debaixo das saias de minha mãe, fui para dois colégios de padres. Aí o Deus do Pedro de Macieira foi-se interiorizando em mim, tornando-se caminho e guia que eu levava muito a sério com muitas medalhas penduradas do pescoço, muitas missas e comunhões, persignações antes de todas as refeições, da deita e da levanta, tudo misturado com muitas orações e rezas. Para cada ato da vida eu tinha uma oraçãozinha adrede.
Nesta situação de Deus como caminho e guia me mantive até aos meus 26 anos, altura em que iniciei a minha vida profissional, tomando então contacto com a vida dura dos camponeses e dos outros “servos da gleba”. Esse contacto, acompanhado com o “abre-olhos” dos meus dois patronos profissionais, que eram dois democratas agnósticos de férrea tempera, fez-me ver que o tal Deus que eu tinha arvorado como “caminho e guia” não passava do grande aliado do Salazarismo, oprimindo o Povo português. Mais: que as próprias aparições de Fátima se encaixavam na grande encenação político-religiosa do Regime (“Fátima Desmascarada”, como mais tarde vim a verificar).
Esta constatação fez-me olhar com mais cuidado para a História em geral e para a História da Igreja Católica, em particular, onde o retrato do tal Deus não aparecia nada favorecido. Ele tinha sido o mentor e responsável pelas Cruzadas, pela “santa” Inquisição, pela morte de Savonarola e pela perseguição de Galileu, para não falar em todas as guerras de muitos trinta anos…
Esse Deus cuja Igreja pregava o Amor era, historicamente, o Deus da violência, do terror e da morte. Era o Deus de Constantino que, desde o Concílio de Niceia (325), o pôs ao seu serviço. Serviço esse que manteve e reforçou com o Concílio de Trento (1546).
No fim da década de 50 e início da de 60 do século passado a Igreja Católica tornara-se para mim na grande aliada e defensora dos valores salazaristas, posição esta que ficou demonstrada com a expulsão do bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, que se atreveu a dizer não à omnisciência e omnipotência de Salazar (1958).
A convocação do Concílio Vaticano II pelo papa João XXIII, em 1962, com o objetivo de a Igreja fazer o seu aggiornamento democrático, foi para mim uma fonte de esperança. Comigo estavam todos os chamados “Católicos Progressistas”.
Nesta esperança passei a militar ativamente na Oposição Democrática, desde o início dos anos 60.
Procurando dar uma base teórica à minha praxis política eu lia tudo, desde Emmanuel Mounier, às encíclicas Mater et Magistra e Pacem in Terris, os documentos conciliares, as intervenções de D. Hélder da Câmara e dos bispos de Medelim, do padre e guerrilheiro colombiano Camilo Torres e de Che Guevara. Lia tudo, desde as revistas O Tempo e o Modo, Seara Nova e Vértice até aos Cuadernos para el Dialogo e ao Novell Observateur, desde o teólogo Bernard Haring aos teólogos protestantes, para não falar nos padres portugueses Felicidade Alves e Mário da Lixa. Tudo devorava de uma literatura mais ou menos clandestina que me chegava à socapa da PIDE: ele eram os escritos políticos da Oposição Democrática, a que se juntavam os textos clandestinos dos socialistas e marxistas europeus, complementados pelas leituras de Jorge Amado (Os Capitães da Areia, Jubiabá, Capitão da Esperança e Os Subterrâneos da Liberdade); ele eram os escritores russos do fim do século XIX e princípio do século XX; ele era Antero de Quental das Conferência do Casino; ele era Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol e Álvaro Cunhal; ele era José Cardoso Pires, Luís Stau Monteiro, Bernardo Santareno e Luís Francisco Rebelo (dos quais me tornei depois amigo e camarada) ….
Ao mesmo tempo tomava contacto com Fátima Desmascarada de João Ilharco, a Fabricação de Fátima de Prosper Alfaric, para além da Cova dos Leões de Tomás da Fonseca; lia, ainda, A Origem do Cristianismo de Iakov Lenstaman, A Fábula de Cristo de Guy Fau, Cristo Nunca Existiu de Emilio Bossi e O Deus que a Igreja nos Vende de António Calvinho. Estas leituras continuaram com outros autores até ao presente.
Quando Abril (de 74) já vinha perto (em 1969) abandonei um “Curso de Cristandade”, deixando, a partir de então, de ter qualquer contacto com a igreja oficial. Embora me continuasse a declarar como “católico progressista”, a verdade é que, com a Revolução de Abril, eu tomei consciência de que, efetivamente, dentro de mim se tinha operado um grande salto qualitativo, e que, pela mão de Cristo, eu tinha chegado ao Marxismo!
A partir de então, Deus passou a ser uma invenção humana com vista a dar resposta às perguntas a que não se sabia responder; Cristo, a tal 2ªa pessoa da santíssima trindade, a ter existido historicamente, era (só) mais um herói que, à semelhança de Espártaco (que viveu mais ou menos no seu tempo histórico) morreu em luta pela libertação do seu Povo.
De resto, antes dele, já o filósofo grego Sócrates havia sido condenado à morte pela cicuta, por se atrever a ensinar os jovens atenienses a pensar…
Resumindo: a partir de certa altura (e não sei quando, pois essa “altura” foi um longo e doloroso processo histórico) dei-me conta de que, afinal, eu deixara de ser um idealista (como todos os bons católicos) e passara a ser um empedernido e convicto materialista dialético.
Nesta posição filosófica a existência de Deus deixou de fazer qualquer sentido pois se tornara numa inutilidade racional. Para mim, Deus deixou de ser preciso, pois, sem ele, eu atingira uma explicação racional, lógica e coerente do Munda e da Vida, explicação essa que me satisfazia de uma ponta à outra.
Quando atingi este “nirvana” senti-me bem e feliz como nunca até aí me havia sentido. Em boa verdade, Deus fora sempre para mim uma fonte constante de angústias, de remorsos e medos; de ameaças, de covardias e de fugas (até nas relações sexuais entre mim e minha mulher, Deus, totalitariamente, se metia!…).
Perante esse tal Deus, eu e os outros Homens só tínhamos uma maneira de estar: de joelhos; sem ele, inesperadamente, eu fiquei de pé, no centro do Universo, heroicamente, inteiro na grandeza da minha Humanidade.
A partir daí abriram-se os caminhos de uma nova moral, de uma nova ética e de uma nova estética. Mais que os mandamentos de Deus há os Direitos Universais do homem; mais do que a caridade e o amor ao próximo, há o sentimento da fraternidade e da solidariedade humana.
Depois, até a Arte dá um salto e passa a ser a realidade recreada pelos homens e mulheres, na esteira dos grandes sonhos e das grandes aspirações da Humanidade.
Sem Deus tudo fica no seu lugar, sem licença de ninguém.
Eu compreendo que haja pessoas para quem a dimensão divina da vida é essencial. Para um ateu essa dimensão não existe, mas todos os ateus, porque defensores da Liberdade, aceitam que os crentes tenham e vivam essa outra dimensão; só exigimos que eles não nos imponham essa dimensão como historicamente sempre quiseram fazer (e fizeram).
De resto, tenho muita dificuldade em discutir com um crente o meu ateísmo, pois mal eu começo a explicar-me, logo ele me trava com o argumento de que isso é o que eu penso, porque, para além de mim, Deus continua lá.
Assim nunca iremos a lado nenhum.
O que o separa de Saramago nesta faceta?
2- Pelo que li de José Saramago (O Evangelho segundo Jesus Cristo e Caim), suponho que a posição religiosa de José Saramago é muito idêntica à minha.
Sobre este assunto só conversámos uma vez, em Viseu, aquando do lançamento do seu “Evangelho”. Disse-lhe que esperava que ele tivesse ido mais longe, questionando a própria existência histórica de Jesus Cristo que pode muito bem ser a humanização de um mito criado pelos “cristãos”.
Respondeu-me que não; que lhe parecia complicado uma religião como a cristã ter por base só um mito inventado e não uma qualquer experiência histórica que, depois, foi mitificada.
E sobre esse ponto, hoje em dia, a literatura é imensa. Cito apenas A Dinastia de Jesus de James D. Tabor onde a história do homem Jesus Cristo e de sua família (mãe, pai e irmãos) é contada com muitos pormenores e fundamentos documentais.
E pronto.
Nota: O que fica dito no ponto 1 é uma espécie de resumo daquilo que escrevi no meu OS DOIS PRECS NO DISTRITO DE VISEU, págs. 34/35, 75 e segs.
Jaime Gralheiro é sócio da AAP, destacado jurista, escritor, jornalista, autor de teatro e homem de cultura.

sexta-feira, abril 11, 2008

ESTRÉIA-Cantora Norah Jones estrela filme de Wong Kar-wai




SÃO PAULO (Reuters) - Primeiro filme em língua inglesa do premiado diretor chinês Wong Kar-wai, "Um Beijo Roubado" marca a estréia da cantora nova-iorquina Norah Jones como atriz. O filme estréia em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília na sexta-feira.

Foi a voz de Norah Jones que conquistou o cineasta. "Uma voz contém diversos personagens, com diferentes histórias cada um", descreveu Wong, na entrevista coletiva do filme, que abriu o Festival de Cannes de 2007.

Mas o diretor procura não lembrar o público de que Norah é uma cantora, famosa e premiada com Grammys, evitando colocar suas canções na trilha.

Para embalar a jornada de sua personagem, Lizzie, pelos Estados Unidos (Nova York, Memphis e Las Vegas), ele preferiu recorrer aos americaníssimos Otis Redding e Ry Cooder (que assina a trilha) e também ao tema principal de seu filme "Amor à Flor da Pele".

A idéia para "Um Beijo Roubado" nasceu de um curta-metragem escrito por Lawrence Block e que deveria ter entrado em "Amor à Flor da Pele", mas ficou de fora na montagem final.

Kar-wai buscou no curta descartado sua dupla vontade de fazer um filme nos EUA e com Jones. O diretor, que trabalhou com Block para montar o roteiro final, estendeu geográfica e emocionalmente a história que, originalmente, se passa inteiramente numa lanchonete.

No filme, essa lanchonete fica em Nova York, comandada por Jeremy (Jude Law), uma dessas pessoas que passam a vida atrás de um balcão, observando a passagem de diversas outras.

Lizzie, abandonada pelo namorado, custa a se abrir com Jeremy. Mas ele tem prática como ombro amigo e sempre guarda algumas fatias de torta de mirtilo na geladeira, prato ideal para adoçar longas conversas nessas noites solitárias.

Lizzie resolve deixar para trás seu passado, partindo para uma longa viagem pelos EUA. Ela percorre diversos Estados, trabalhando como garçonete.

De cada ponto, ela envia cartas detalhadas a Jeremy, que tudo acompanha com um interesse que cresce a cada dia. A questão é se voltarão ou não a se ver.

Cinematograficamente, mais do que essas paisagens americanas já tão visitadas antes -- como, por exemplo, pelo diretor alemão Wim Wenders, em "Paris, Texas" (1984) e "Estrela Solitária" (2005) --, "Um Beijo Roubado" provavelmente será lembrado pelo beijo entre Norah Jones e Jude Law, que nasce aspirando por um lugar entre os mais bonitos da história do cinema.

Kar-wai acredita tanto na força dramática desse beijo que se deu ao luxo de mostrá-lo no mais absoluto silêncio, sem o apoio de uma única nota musical.

São dignas de destaque as participações inspiradas dos atores David Strathairn ("Boa Noite e Boa Sorete"), como um policial alcoólatra e emocionalmente destruído, Rachel Weisz ("O Jardineiro Fiel"), como sua mulher, e Natalie Portman ("V de Vingança").

Portman destrói todos os estereótipos que se possa ter construído sobre ela, encarnando Leslie, uma sexy e inveterada jogadora de pôquer, dentro de um figurino colorido e cafona, e com um inesperado corte de cabelo curto e loiro.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

O bom filho...

Retomando pouco a pouco o espaço...

Eram sete amigos. Talvez retornem. Talvez não.

O número provavelmente mude.

Mas toda idéia boa deve retornar um dia. Reformulada. Rejuvenescido.

Que venha 2008!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Sem pão

Hoje há um vazio aqui.

Quanta gente ao meu redor! E ainda me sinto num vilarejo... Numa casa distante, de palha, num quarto sozinha.

Era para me sentir mal, não era? Era para me sentir sozinha. Mas não me sinto assim.

Sinto uma brisa pela janela. Histórias, amores passam pela minha cabeça.

Como anda Joana, minha melhor amiga de infância? Como era feliz... E sabia! Andávamos de braço dado pelo bairro, e a tristeza me abatia. Sabia que não seria para sempre.

Quantas pessoas passaram pela minha vida. Agora, só, me sinto mais cheia. Irônico. Quantas festas, encontros, viagens... Nada me completou tanto quanto estar comigo mesma.

Quanto medo havia em minh´alma. Como agir, como ser, como conquistar alguém para não estar sozinha.

(...)

E sozinha, hoje, estou tão bem!

Se alguém está ao meu lado, é porque está sozinho também. Cuidando de si mesmo, só querendo compartilhar por alguns momentos... Dar carinho e receber...

Se amigo, trocar palavras, risadas. Se colega, alguma consideração. E quando um amor... Amar. E ser amado.

Senão... Não vale a pena!

Enviado por Celma Dias.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Concurso: Câmara dos Deputados

É muita ironia.

Esta semana saiu no Jornal da Band uma matéria bombástica contra o novo Concurso da Câmara dos Deputados. Mais especificamente para a vaga de jornalista. (matéria band)

A matéria, feita por um jornalista, saiu repleta de erros. Dados incorretos, números inverídicos.

O próprio Secretário da Comunicação respondeu sobre a reportagem. resposta secretário

Como em todas as profissões... Casa de ferreiro, espeto de pau.

Será que a equipe de jornalismo da Band ficou com "dor-de-cotovelo"?

Enviado por Jussara Justa

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Etiqueta é tudo

Insuportável. Triste. Inacreditável.

Saiu no Fuxico: Ana Carolina sai do Programa "Saia Justa".

Motivo? "Ana Carolina, por sua vez, despediu-se do programa em função da dificuldade de aliar o trabalho de apresentadora com sua agenda artística."

Etiqueta... Que coisa mais linda, não é mesmo?

Tínhamos etiqueta aqui no Cafeína... Mas fizemos questão de arrancá-la!

Alguém assistiu algum Saia Justa com Ana Carolina? Não? Bem, pudera. Sua aparição foi relâmpago. E insossa. Nem uma tonelada de sal põe graça nessa menina. É sem gosto demais.

Ana Carolina entrou e saiu do programa com um eterno olhar blasé (cara de bunda em francês), sem acrescentar uma vírgula ao programa. Suas respostas ficavam na risadinha sem graça, ou no poisé.

Uma decepção. Eu mesma pensei que sua participação seria excelente. Em seus shows Ana se mostra uma excelente oradora, lendo poesias, brincando com o público... Na TV... Jesusu (variação de Jesus). Jesusu, Jesusu... Ana é uma tábua. Não sai do lugar. Leva baile de todas e não tira a Cu´s Face (cara de c... em inglês) nem com reza brava.

Não sei se é o botox, não sei. Aninha, você me deixou confusa.

Jurou ser bi quando todos sabem que... Bem... Aninha é mais prum lado do que pro outro, SE É QUE VOCÊ ME ENTENDE...

E depois dessa Saia Justa... O que vou dizer lá em casa, Aninha?

VAMOS FAZER UMA VAQUINHA E MANDAR UM ESTADÃO PRA MENINA!

hackeado por Jussara Justa

p.s.: Era bom demais pra ser verdade. Ainda bem que em outras áreas Aninha arrasa. Inda bem. Tão bonitinha, não é mesmo?

terça-feira, dezembro 19, 2006

Quer que eu dobre o seu salário, vagabundo?

O povo é bobo, né?

Nessas, até eu cai do cavalo.

Neste Brasil sofredor, aumento de 100% no próprio salário é irreal.

Pela primeira vez no ano senti orgulho dos brasileiros. Todos reclamaram, foram políticos, não deixaram pra lá.

O Supremo Tribunal Federal acaba de conceder, por unanimidade, uma liminar (decisão provisória) para que as Mesas da Câmara e do Senado se abstenham de editar aumento de subsídios de congressistas com base no decreto 444. (Leia aqui)

É isso aí, já é um excelente começo!

Melhor resposta do que esta... Só a do Charges.com.

Não são nossos empregados? Então...

Quer ver? Clique aqui!

Hackeado por Jussara Justa

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ana... Sempre Ana...




Do Estado de São Paulo de hoje:

SÃO PAULO - Este foi o ano das cantoras e seus duplos CDs. Depois de muito tempo sem lançar um disco-solo, Marisa Monte jogou no mercado dois de uma vez: Universo ao Meu Redor e Infinito Particular. Maria Bethânia fez o mesmo, rumando ao encontro das águas nos CDs Pirata e Mar de Sophia. Agora é a vez da cantora e compositora Ana Carolina ver compactada em dois disquinhos sua obra inédita.

Mas ao contrário de suas colegas, Ana Carolina preferiu os dois juntos, na mesma caixinha. Quem comprar o novo Dois Quartos (Sony-BMG) vai levar para casa duas personas musicais da cantora: Quarto, que resume o lado pop (e mais famoso dela) e Quartinho, cujo repertório agrupa canções harmonicamente mais sofisticadas e com arranjos mais densos, à base de voz, baixo, violão e cordas. "Tinha vontade de mostrar esse lado, mas não combinava muito com meu universo pop, do batidão", explica Ana.

Realizado o desejo, a cantora sabe que não é o tipo de repertório do agrado das rádios FMs. Mesmo porque, para as massas, ela está garantida com o outro CD, Quarto. "Em 1999, lancei o primeiro, Ana Carolina; em 2001, Ana Rita Joana Iracema e Carolina; e em 2003, Estampado. Logo, em 2005, deveria lançar outro disco, o que não aconteceu, porque um ano antes eu fiz o projeto especial com Seu Jorge, que acabou fazendo sucesso." Quando terminou o projeto, viu-se com um acúmulo de mais de 40 canções inéditas. "Aquilo foi ficando insustentável", lembra. "Acabei dividindo o CD de maneira importante para mim."

Mais densa, ousada e sexual

Não é só na intimidade de seu Quartinho que Ana Carolina está mais densa. A densidade resvala em algumas letras. Obviamente, ela não abandona a fórmula que a consagrou, que é a de cantar o amor, suas alegrias e dissabores, embalada pela pegada forte de seu violão pop. Mas Ana parece mais ousada no jeito de compor. Mais sexual até, a ponto de descrever relações fervorosas e algumas palavrinhas impublicáveis, em músicas como Eu Comi a Madonna (parceria com Mano Melo, Antônio Villeroy e Alvin L.), do lado do Quarto, e Cantinho (de Gastão Villeroy), do lado de lá do Quartinho. Na primeira canção, revela-se o eu dúbio, homem e mulher. Na segunda, assume a imagem masculina. Em ambas, de maneira viril, reforça. "Conto uma transa com detalhes com Madonna que, no primeiro momento, partiu da cantora mas quando a música estava pronta, achei que existem várias Madonnas por aí."

Composição antiga, mas até então só cantada em shows, Homens e Mulheres é a versão pessoal de Ana Carolina (sem originalmente ter essa função) para o hino Meninos e Meninas, de Renato Russo. Versão pessoal e confessional, como todas as canções compostas por ela. "Eu sempre ficava no campo da percepção social, das visões espalhadas sobre várias coisas, mas nunca uma coisa aberta da minha sexualidade, que quem está perto de mim conhece. Nunca tinha colocado isso na minha música, aí pintou essa canção que chama a atenção, porque o tema é forte. Mas meu assessor tem uma frase ótima que quero usar muito: o bissexualismo é que nem mediunidade: todo mundo tem, mas só uns desenvolvem (risos)."

Mesmo ainda causando certo impacto, Ana Carolina acha o assunto já antigo, vide a própria música de Renato Russo. "Eu a toco em shows e todo mundo canta. Não sofri nenhum tipo de preconceito; pelo contrário, recebo as pessoas no camarim depois do show, umas duzentas, e a única coisa que ouvi de casal foi que tenho coragem."

Voz, instrumentos, depoimentos

Mas nem só de amor e sexualidade sobrevive sua música. Ana gosta de escrever pequenas crônicas sociais - ou de denúncias sociais. A instrumental La Critique (parceria com Dunga, Nilo Romero e Antônio Villeroy) abre o Quartinho, pregando o exercício das diferenças. É um trabalho interessante, em que se misturam a voz de Ana, instrumentos excêntricos e colagens de breves depoimentos, colhidos pela cantora no centro psiquiátrico do Rio.

Ana queria estabelecer a relação entre a loucura e a normalidade a partir do ponto de vista dos pacientes, ou usuários, como são chamados. Costurou falas de pacientes que, no centro, desenvolvem trabalhos relacionados à arte: pintores, cantores, compositores. "Há caso de psicóticos na minha família, um tio meu tentou o suicídio. Ele era louco, tomava remédios e isso sempre chamou minha atenção. Visitá-lo no hospital de loucos foi algo que me marcou na infância", revela ela. "Meu tio era pessoa muito sábia, porque não sabia de nada, não tinha convívio com a realidade. O artista, quando vai criar, tem um pouco de loucura: faz aquela cisão mas volta para o mundo. O louco faz a cisão e fica lá."

Em um momento mais descontraído do novo trabalho, Ana Carolina conduz no pandeiro e no gogó Chevette. Ela canta a sucessão de atropelos da amada, que apronta de tudo para tirá-la do sério. O capô de um carro Chevette de verdade funciona como molho percussivo da canção e deve ser levado ao palco por Ana Carolina em seu novo show, que só estréia no ano que vem.

Hackeado por Jussara Justa

Desenhos que seus filhos não devem ver...












Só brasileiro mesmo...
Não entendeu?

Clique aqui!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Sobre o ser ou estar











" O homem que diz "sou" não é, porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "tô" não tá, porque ninguém tá quando quer"

Vinícius de Moraes - Canto de Ossanha




No inglês, é junto. Não é assim que a gente aprende? "To be é ser ou estar" . E a gente diz sim, e acena a cabeça. "Verbo to be de novo! Ninguém merece!"

E ninguém merece. Vai se lá entender um absurdo desses!

Como ser e estar podem ser a mesma coisa?

O que é ser? O que é estar?

"Eu sou medrosa, é o meu jeito, eu sou assim!" disse uma amiga, certo dia. "Você não é medrosa! Que absurdo! Você está, é diferente!"

Mas e se ela é medrosa mesmo?

Então comecei a devanear sobre o assunto...

Joana é medrosa mesmo?

Parei. Pensei. A gente pode ser coisa ruim?

Mas o que é ser?

Ser é estar? Os ingleses estão certos?














Ser é imutável. Não muda. Quando se é, pegamos a essência. Essencia imutável. Por isso, dá para classificar. Quando se diz "é" encerra-se qualquer dúvida. Ou é, ou não.

Estar é mutável. Muda. Quando se está, pegamos o momento. Essencia mutável. Por isso, não dá para classificar. Quando se diz "está", coloca-se a dúvida. Está, naquele momento, pode não estar.

Será que Joana é medrosa? Não tem como mudar? É a sua essência, e jamais poderá ser corajosa?

"Ser" não seria a essência da vida, e o resto, um exercício do estar?

To Be or Not To Be... Realmente é uma questão. Quando é estar e quando é ser? Às vezes, mistura mesmo. E às vezes os saxões não estão tão loucos assim...

Rackeado por Jussara Justa (enquanto o blog não se define....)

quarta-feira, novembro 29, 2006

Jornalismo burro e incompetente

Você deve estar pensando duas coisas. Se não for jornalista, concorda. "Jornalista é muito prepotente, mesmo! É, já vi um monte de erro, jornalista não sabe nada!". Se for, discorda: "Que visão distorcida! Nós, jornalistas, somos imparciais, esse é o nosso princípio, nossa ética.. .

Concordo com o povo. Para mim, jornalistas são burros e incompetentes. Onde deveria ser esta a exceção, encontramos no jornalismo raros exemplos de bons profissionais. Porque? Talvez porque os mesmos custem caro... Ou talvez os éticos não se aliem a sujeira.

Sujeira, burrice... Asnice a parte, vamos a um exemplo. Acabei de ler uma matéria de capa do UOL, site de conteúdo da internet: "Setor Bancário deu maior doação à campanha de Lula" . Que manchete! Uma acusação grave. E que gera várias polêmicas, principalmente sobre o porque. Se a maior doação é para Lula... Então ai tem. Vamos ler mais um pouco.

"Os bancos foram os principais financiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com doações que somam R$ 10,5 milhões, segundo a prestação de contas dos candidatos que disputaram o segundo turno da eleição presidencial, enviada à Justiça Eleitoral ontem, último dia do prazo legal."

Bem, até aqui... Manchete e texto conferem. Que coisa! Mas e Geraldão???

"Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu montante idêntico, de R$ 10,5 milhões. Nos dois casos, o principal doador do ramo foi o Itaú, com R$ 3,5 milhões."

Calma lá!!! Quer dizer que... Geraldão recebeu o mesmo??? E porque ele não está na manchete? Porque só Lula, sozinho???? Dois candidatos, mesmo valor, e só um sai na manchete negativa?

Onde está a imparcialidade? Escreve assim o jornalista, afirmando no corpo do texto o que deveria estar na manchete! Ocuparia tanto espaço assim? Vejamos:

"Setor Bancário deu maior doação à campanha de Lula"
"Setor Bancário deu maior doação à campanhas"
"Bancos deram maior doação a Geraldo e Lula"
Ou até mesmo
"Setor Bancário deu maior doação às campanha de Geraldo e Lula"

Como se vê, as manchetes ficariam até mesmo menores. Ou um pouco maior. Qual é o grande problema em ser imparcial?

O que se passa? Aparentemente é ataque para um lado só? Diria descaradamente. E uma pena. Um moço tão jovem, tão bonito... Diria.... Pra quê?

Enviado pela leitora Selma de Alencar Pompeu*
*pseudônimo

quinta-feira, novembro 23, 2006

Roto e rasgado... Juntos, again!

Ridicularizar é fácil. Tirar um barato, rir, humilhar os outros com piadinhas de mau gosto... Como é fácil ganhar a vida assim! Qualquer coisa... Joga-se a culpa na audiência. Se o público não quisesse... Unrum... Sei...

Do que estou falando? Do último vídeo que vi no Youtube. Aliás, Santo Youtube... .

Há três anos atrás Dado Dollabella deu uma entrevista no Programa Gordo a Gogo, do apresentador da MTV João Gordo. Deu o maior bafafá. Disseram na época que houve uma briga. Para uns, somente "golpe publicitário". Para outros, "golpe publicitário". Do estilo Karina Bacchi e Tiozinho da Kaiser? Bem por aí....

Não foi. Pelo menos, não na época. O programa não foi ao ar e só apareceu agora através do Youtube http://www.youtube.com/watch?v=6kV5Q3Obz4Y.

Resumo da Ópera? Dado provocou, João Gordo provocou... E Dado ficou como o mau menino. Como assim?

Advogada do Diabo 1

João Gordo provocou. Logo no início do programa fez um comentário infeliz como sempre faz. Está acostumado a ser folgado em seu próprio habitat. Está na sua casa, tem seus seguranças, a audiência pede... Enfim, atrás de divulgação o entrevistado se sujeita a tudo. Até mesmo um gordo folgado e safado.
Não foi o caso de Dado Dollabella. Pelo jeito ele quis peitar esse tipo de programa. Convidaram o cantor/ator achando que ele ia ser cordeirinho... E não foi. Era um risco. Não sei porque João Gordo ficou tão "mocinha" ao ver sua "mesinha" quebrada. Se fosse ele no programa do Dado Dollabella... Seria pior.

Advogada do Diabo "Gordo" 2

Dado quis dar uma lição em João Gordo em sua própria casa. Levou machadinha, correntes, enfim, objetos que deixaram João Gordo quase sem alternativa. Tocar no assunto do movimento punk que até hoje é taboo para o Demogordo, pior ainda. Só poderia dar merda. O programa é dele, a equipe é dele, o esquema é dele... Fica difícil ficar quieto.

Sentença
João Gordo uma hora tinha que se fuder. Seus programas são apelativos e baixaria, algo que ele sempre criticou. Tem limite. Um programa parecido, o Pânico na TV, está cada vez mais aprendendo este limite, colocando "regras" e não abusando das humilhações. Para tudo tem limite. Até Marcos MIon aprendeu mais do que este bucéfalo. E é bucéfalo recente. Gordo não era assim. Agora não passa de uma besta gorda.

Hackeado por Jussara Justa

P.s.: kkkkkkkk O João Gordo provoca, não consegue ouvir uma crítica, chama o cara de Burguesinho de merda... E ainda acha que o louco é o Dado!

p.S.2: João Gordo... João Gordo... Joselito do meu coração... Simplesmente pegou a mesa de vidro para atirar no Dado... Uma mesa de uns cinco quilos... Não tem comparação! Se o cara era só um playboy era pra vc tirar de letra!

p.s.3: "Estão me crucificando porque o cara é mais bonito que eu". Nossaaaaaaaaa Joãosito do meu coraçãozim... Vc já foi mais inteligente!

sexta-feira, novembro 03, 2006

Peroba neles!

Neste ano, ninguém pesquisou sobre candidatos;
Ninguém ouviu as denúncias;
A maioria do congresso se manteve;
A maioria dos governos estaduas se reelegeram;
O presidente se reelegeu.

Agora me diz, pelo amor dos deuses, PORQUE SEMPRE TEM UM CHATO FILHO DA PUTA DIZENDO QUE POLÍTICO NÃO PRESTA! Vai se fuder!

Eu sempre tenho a resposta na ponta da língua e, até agora, não falhou:

-Olha, eu pesquisei sobre os meus candidatos e decidi pelo melhor.
- Eu não! É tudo ladrão...

Arran. Sei. Todo mundo diz que anulou e não votou no Lula. Urrun. Tô sabendo. Pior que político corrupto é povo hipócrita... Eta povinho que não se toca!

Enviado por Jussara Justa

quinta-feira, novembro 02, 2006

Esmoladuto

Ontem fui a banca de jornal comprar o Estado. Antes de mim, na fila, um garoto sujo, negro, cabelos bagunçados. Em sua mão, muitas notas, moedas, tudo embolado.

O rapaz arremessou o que tinha no balcão. A jornaleira contou e entregou trinta reais.

Fiquei estupefata. Naquele dia não consegui nenhum cliente e com esmolas o menino conseguiu trinta! Caramba!

Não me contive. Comentei:

- Caramba, 30 reais??? Porra, nunca disse isso, mas queria esmolar!
- Nossa, não fala isso... Se você souber da verdade...
- Ai, não diz.
- É melhor não dizer.

Silêncio.

- Dá mais de cem por dia, né?
- Tem dia que a gente troca 200. O povo é muito trouxa, dá. E a gente não pode dizer nada.

O que está havendo com o mundo?

Postado por Jussara Justa

sexta-feira, outubro 27, 2006

Sem surpresas... Ainda bem!

"26/10/2006 - 20h30

Ibope mostra Lula com 58% dos votos, 23 pontos à frente de Alckmin

Da Redação
Em São Paulo
Nova pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (26) no Jornal Nacional apresenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 58% das intenções de voto, 23 pontos percentuais à frente do adversário Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 35%.

Em relação a levantamento anterior do mesmo instituto, a vantagem de Lula oscilou dois pontos para cima.

Os nulos e brancos são 3%, e os eleitores indecisos, 4%. A margem de erro é de dois pontos, para cima ou para baixo. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 24 a 25 de outubro, em 202 municípios. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem o número 23.351/2006.

Pesquisa anterior do Ibope, divulgada no dia 20 de outubro, mostrava Lula com 57% das intenções de voto e Alckmin com 36%, uma diferença pró-Lula de 21 pontos percentuais. Naquele levantamento, os nulos e brancos somavam 3% e os indecisos eram 4%.

O levantamento do Ibope é o terceiro divulgado nesta quinta-feira, penúltimo dia da propaganda eleitoral gratuita. Dois outros institutos apresentaram seus números. De acordo com CNT/Sensus, Lula abriu vantagem de 24 pontos percentuais, considerando as intenções totais de voto (57,5% para o petista e 33,5% para o tucano).

Segundo o instituto Vox Populi, a vantagem de Lula é de 22 pontos, considerando os votos válidos (61% a 39%). "

http://eleicoes.uol.com.br/2006/campanha/ultnot/2006/10/26/ult3750u1952.jhtm

quarta-feira, outubro 25, 2006

Surpreso com a vantagem de Lula?

"A vantagem de Lula sobre Alckmin, no segundo turno, chegou a um ponto máximo: 61% a 39% dos votos válidos, informa o DataFolha. Muitas pessoas estão surpresas com esta diferença -- inclusive eleitores do PT -- mas não deveriam. A vantagem de Lula sobre Alckmin sempre foi imensa, em torno dos 20 pontos que aparecem agora, em todos os institutos.
Olhando para o Vox Populi, por exemplo, os últimos meses da campanha eleitoral foram assim: 52% a 32% em 6 de agosto; 54% a 32% em 1 de setembro; 53% a 34% em 15 de setembro. Em 30 de setembro, quando a denúncia do dossiê estava no auge, a diferença caiu para 49% a 42%. Quinze dias depois, Lula já voltava à vantagem anterior, com 57% a 37%.
Esses números mostram que Lula liderou a pesquisa de ponta a ponta e que jamais foi ameaçado. Se essa diferença diminuiu na votação do primeiro turno, Lula só não venceu a eleição naquela fase porque lhe faltaram 1,4% dos votos sobre o conjunto dos adversários. Mesmo assim, sua votação subiu em relação a 2002.
Essa vantagem sempre foi confirmada por pesquisas sobre a avaliação do governo. Lula é visto de forma positiva por mais de 40% do eleitorado -- a experiência ensina que uma gestão com esse patamar de aprovação tem 80% de chances de ser vitorioso. Pesquisas qualitativas, que apuraram as opções dos eleitores em grupos de discussão, apontaram para um quadro idêntico.
O que se vê, então, nas pesquisas da última semana da campanha, é a confirmação da principal tendência desta eleição, que sempre apontou para uma grande vantagem de Lula. Ninguém é obrigado a imaginar que a eleição está resolvida. O pleito é domingo. Mas o quadro é este há muito tempo. "

Do Blog do Paulo: http://blog.estadao.com.br/blog/paulo/

terça-feira, outubro 17, 2006

Previsão do tempo. Do final deles.

A humanidade passa, essa semana, por mais um teste.

Raios de uma magnitude jamais antes vistas estão assolando agora, neste minuto, o planeta. Sim, a Terra esta num momento privilegiado. Devemos abrir bem o chacra do coração, pois tudo irá mudar... A partir de hoje.

Por que? Oras bolas! Porque acabei de receber um e-mail dizendo isso!

As autoridades deveriam fazer algo: corre, na internet, um dos maiores embustes já realizados na história da internet brasileira. E brasileiro é tão "bonzinho"... Acredita!

Pseudo bruxos, esotéricos e simpatizantes enviaram vários e-mails avisando sobre o fato. É comovente como eles se "preocupam" em avisar a humanidade...

"Um evento de disparo cósmico deverá acontecer no dia 17 de outubro. Um dos muitos que deverão ocorrer até 2013.
Os raios pulsantes de um beam [= feixe de luz ultravioleta (UV)] de uma dimensão mais alta no universo, cruzará a rota da Terra e estaremos sob influência desses raios durante 17 horas do nosso tempo, neste dia."

O quê! Hoje não posso sair sem protetor e óculos de sol...

"Este beam ressoa no chacra do coração. É de radiação fluorescente em natura, azul/magenta em cor. Apesar de ressoar nesta frequência está acima do espectro de cores do nosso universo como, nós da Terra, conhecemos.
Porém, pela natureza de nossas almas ou grupos de almas operando nas bandas de frequência do universo terá efeito sobre nós. Esse efeito será a ampliação de nossos pensamentos e emoções na intensidade de um milhão de vezes."

Caramba! Mas é sério mesmo!

"A missão - 17/10/2006 - requer aproximadamente um milhão de pessoas focando positivamente, no bem, bons pensamentos para si próprio e para a Humanidade, neste dia.
Pedimos pensamentos positivos focados na cura, bem estar, delicadeza, gratidão.
Este feixe UV estará com total efeito às 17 horas no dia 17 de outubro de 2006.
Não é preciso estar em estado meditativo durante todo o período, porém seria o mais benéfico. Procure um lugar tranquilo para elevar seu pensamento.
Este evento do disparo do feixe UV é chamado de portão "818"."

Não! Uma missão tão séria... Tão séria... Que foi planejada com dois dias de antecedência!

"Precisamos reunir 1 milhão de pessoas para mudar a sensação de separação e fragmentação da Humanidade para uma Real Maturidade de Unificação e Unidade."

Tô passada. Fontes da informação? Quem disse isso? Base científica? Astrológica? Astronômica? Bidu autor do artigo?

O pior foi assistir um programa com o Sr. Amauri Jr. e uma socialite bidu afirmando que realmente esses raios estão abertos mesmo! Afirmam, mas sem base alguma!

Dia 29 tem eleições novamente. E ainda tem gente esperando raios e abdução, de chapeuzinho.

Brasil, tu merece mesmo!

Esta previsão toda realmente é um sinal: do final dos tempos.

Enviado por Jussara Justa

p.s.: Esotéricos com E maiúsculo, apareçam, please!

terça-feira, outubro 10, 2006

Respostas

Sobre o post anterior...

Porque sim nunca é resposta. E como o objetivo do Cafeína é dialogar... Vamos as respostas!

"Vou voltar uma pergunta que o próprio "cafeína" fez ao Cassiano, que questionou a posição: o que vc faz além de criticar?
R: Eu sou política em tudo, Henrique. Questiono, pergunto, pesquiso. Não só critico sem embasamento. Conheço um pouco das leis, pois sou formada em direito. Sei suas bases, seus princípios. Estou me conhecendo bem. Entendo minhas necessidades como ser humano, e defendendo que todos as tenham. Participo de reuniões no meu prédio, leio jornais, converso com as pessoas. Não sou omissa em nenhuma atividade. Sou ativa como cidadã, ou pelo menos tento ser. Não só por mim, mas pelo todo.

E quanto a política, sempre participei de discussões e grupos do partido em que acredito, o PT. Sei suas falhas e defeitos porque conheço as pessoas dentro do partido. Por isso, cada crítica minha quanto a ele é porque estou lá e vejo.

"Concordo que nosso povo precisa melhorar, e vejo, por exemplo, a dificuldade que estamos tendo para retirar o apoio ao Lula, não?! Um cara mau caráter, desonesto, mentiroso, arrogante, orgulhoso...enquanto muita gente se preocupa com o bolso apenas, se FHC demitiu alguém ou não, se privatizou ou não, eu estou preocupado com o caráter do governante."
R: Lula, um cara máu caráter, desonesto... Sinceramente, não creio que sejam argumentos válidos. Parece mais uma reclamação de velha matrona do que de uma pessoa bem informada. E, até mesmo, de inocência. Somos humanos, todos. VOcê reinvindica uma santidade do governante, sendo que isso é impossível! Ele pode, sim, ser bom administrador. E deve ser. Agora... Arrogante, orgulhoso...

Com este ponto de vista, você quer dizer que um bom governante deve ser humilde, inteligente, sábio, sereno... Praticamente um Buda, Jesus ou sei lá que santo....

Um conselho? Vote nulo. Uma pessoa assim não existe. E, se existisse, a humanidade apedrejaria. COm certeza.

Não tem como eu votar em quem não merece minha confiança.

"A grande maioria que votou no Maluf, no Russomano, é a grande maioria que ainda dá a maior porcentagem ao Lula."
R: Não sei se é certo isso. O povo brasileiro mostrou que não quer votar. Ou ouvir falar em política. Simplesmente não querem saber. Por problema de auto-estima, talvez? Provavelmente. O povo não se respeita e não se dá o valor. Joga o seu voto no lixo, sob o pretexto de um ou outro roubar mais fazer, ou ser ladrão, mas e daí. Uma pena.

"Quanto ao Afif, sem plataforma política?! o que vc chama de plataforma política? Sem experiência? no que?"
R: Na vida política. Ele nunca foi eleito. Tem experiência em corrupção. Ele está por trás da maioria dos Sindicatos Patronais. É arrogante, prepotente... Para utilizar termos que você utilizou para o Lula. Na filmagem, óbvio, ele é bem simpático. Pessoalmente... Como nunca fui sua subordinada, nunca sequer me disse olá. E roubava. E como.

"E esse papo de experiência vindo no meio de argumentos pró PT é um absurdo, um disparate, já que Lula foi eleito com completa inexperiência."
R: Ao contrário do Afif, experiente somente como rico empresário, Lula sempre foi político e sindicalista, além de deputado federal e figura atuante dentro do PT. Acompanhou de perto todos os movimentos importantes na volta da democracia no país, as primeiras eleições, as políticas econômicas, as administrações estaduais, municipais...
Simplificando, ele fazia política no dia-a-dia. Só que nas bases, com o povo. Não no escritório, como o Afif. Ou festas sociais...

"Exatamente ao contrário : Vejo o povo perdendo mais tempo com antipatias gratuitas contra o Alckmin , do que discutindo as propostas de Lula. "É raro um PSDBista roxo"...e daí?! isso não é argumento! Não há muitos PSDbistas roxos , pq fanatismo não combina tanto com esse partido. Já Lulistas, Malufistas, etc...existem...não é mesmo??"
R: Não concordo com o seu argumento. Não há fanatismo, e sim ideologia. O PSDB não tem militantes. Este é o argumento. Porque faz parte e defende uma elite. Eis o argumento.

"Este texto: "Todas as informações estavam abertas desta vez: internet, jornais, televisão, rádio. Não havia como o eleitor ser enganado ou não saber.". É verdadeiro, mas ingrato: quem trabalhou para que as informações políticas, TSE, etc começassem a ser difundidas na internet e evocou a transparência política, inclusive aprovando leis para isso foi...FHC."
R: E... Qual é o problema? Não disse, em momento algum, que o PSDB não é um bom partido. Porém, defende elites. E o PT também defendeu esta transparência. Ambos agiram de forma correta.

!FHC foi um dos presidentes mais éticos que o Brasil já teve. Por exemplo, ele adotou o bolsa-escola, que foi criado pela então oposição (Cristovam Buarque, PDT), e sem mudar o nome do projeto, como é de costume dos politiqueiros. Sabe o que o Lula fez com o Bolsa-escola? Modificou, desvinculou um pouco da escola e colocou o nome de "bolsa-família".!
R: Tantos, e tantos projetos caem nisso... Faça uma pesquisa: Projetos que o Maluf e Pitta fez, e Marta mudou o nome... E que agora, Serra mudou o nome novamente. Falta de ética. Não. Somente inocência sua.
Um exemplo bem simples: em São Paulo, na administração petista, a cidade estava inteira vermelha e branca, cores do PT. Inclusive todos os logotipos e marcas de projetos da prefeitura. Assim que Serra assumiu, todos os logotipos foram alterados para amarelo e azul, cores do PSDB.
Somente para ser mais atual, vamos ao último projeto que o Serra "pegou" e diz ser somente seu.
Pitta criou o Fura-Fila. Não continuou. Marta retomou o projeto e transformou em "Paulistâo". E agora Serra, antes de abandonar a cidade, o trasnformou em "Tiradentes".
Isso é normal, meu caro. Em todos os partidos.

"Falando em Cristovam, ele estava sendo um excelente ministro da educação, eu lembro bem disso pq eu acompanhava o assunto. Foi uma grande decepção quando vi o Lula tirar ele do ministério, o único que ainda estava cumprindo um pouco das promessas que Lula e PT tinham feito."
R: Não acompanhei, pesquisarei sobre o assunto.

E Lula diz no exterior que está acontecendo uma revolução no país...sinceramente, é preciso um pouco de "pó de fadas" para aceitar o Lula depois de tanta mentira.
R: O PT tem um defeito, mesmo: não consegue e não sabe mentir. A elite está bem mais escolada nisso. POr isso o povo escolheu candidatos que saimba mentir mais...

E apesar do imenso blá blá blá que sua amiga postou...ali não há debate sobre nenhuma proposta, nem de Lula, nem de Alckmin. Ela precisa urgentemente apontar as críticas para ela mesma.
Estou dizendo tudo isso não para discutir, pois eu não vou conseguir convencer fanáticos. Mas porque não quero mais receber mensagens incoerentes(contrárias a si mesmas), arbitrárias(depende puramente da intenção de quem a criou), e sem conteúdo informativo(não há nenhuma informação, só crítica), atacando a minha liberdade de voto e pensamento.
R: O seu desespero faz com que você pareça muito mais fanático. Defendendo quem mal conhece. Talvez por isso o nervosismo, o clima tenso. Honestamente, não faz bem para sua tez."